O erudito tal qual se fala

Durante um magnífico dia cujos raios solares fúlgidos e vivazes cerceavam o firmamento azul-anil, assaz ispirador, diga-se à breve nota, deparo-me com uma rapsódia cujo engenho maravilhava-me! Remilasóis aprazíveis aos meus tímpanos que deram engendro para que minha pessoa encetasse um apólogo. Seria assaz honorífico de minha parte, dizer-vos que, embora, aptidão para exercer tal ato não me faltas, a hodiernidade não comporta mais os apólogos tal qual em sua característica lexical. Tirante o fato de eu estar um tanto quanto apopléctico. Mas hei de me alforriar e me erguer desta alfurja psíquica em que me encontro para alentar os corações macambúzios de vossas senhorias! Cantarei! Cantarei para exortar àquela indituosa alma que suspira um cântico lúgubre no pé do ouvido! E outrossim rechaçar-te-ei extasiante os louros desta cantilena, com lapuzice até, e converter-los-ei em ressarcimento de minha alma doravante meu trespasse. Passar bem.

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Tendências

Eu sei que minha ironia pode desagradar várias pessoas (como se muitas pessoas parassem pra ler o que aqui está escrito) mas, andei pensando e percebi que até os desastres tão virando moda. O lance agora é matar cruelmente criancinhas. Bacana que só vendo. Galera tá doidinha pra saber quem serão os próximos João Hélios e Isabellas e qual será a causa mortis da próxima vítima. Não dou nem 1 mês pra que a novela das 8 tenha um(a) garotinho(a) bonitinho(a) que será arrastado(a) ou defenestrado(a).
Acidente de avião também rola. Mas não causa tanto impacto não porque morre umas 200 pessoas e pá… ninguém decora os nomes tampouco os rostos. Morte de criancinha é mais bacana, aparece aquela fotinha dela na praia ou no aniversário fazendo caras e bocas. Enquanto isso, povão lá morrendo por causa da dengue (doença de pobre, mas não no sentido econômico, de informação mesmo) e ninguém nem aí. É até bacana porque alguns famosos pegam a moléstia e fica chique, super in na sociedade. Dengue agora tá virando matéria da Caras. Como diria a diva, ai, que loucura!
E o BBB, e o rebaixamento do Corinthians, meu Deus! nasceram os gêmeos da Fernanda Lima! Tudo merece alarde, tudo é explorado até a última gota de essência. Será que estamos mesmos interessados nisso tudo? Por que explorar de forma tão cansativa desastres e futilidades? Obviamente, não devemos ser mentecaptos de um mundo cujo cada minuto é modificado sem mais nem menos. Mas por que ficamos a par dos pormenores de uma tragédia? Me sinto enojado quando leio as notícias e fico sabendo como foi cada detalhe do caso. Para mim, nestes casos, basta responder as seis perguntas do lead: quem fez o quê, onde, quando, como e por quê? . E depois quero saber se o quem foi indentificado e receberá a punição cabível de acordo com a lei e ponto final. Não tenho vínculo algum com essas pessoas, mas respeito seu sofrimento que só aumenta na medida em que toda hora que ligo a televisão tá falando sobre o caso no noticiário.
E o que eu mais acho deplorável é essa curiosidade famigerada de desgraça que o público tem. Galera quer ver sangue. Aposto que se Jesus não tivesse uma morte sofrida e penosa, não seria o que se transformou ao longo dos tempos. O mesmo vale pra Che Guevara. Sangue é sucesso; é atenção; é ibope. Mais ainda: é moda. E moda é moda, todos querem estar seguindo a tendência.

O nacionalismo e suas implicações

Pois concordo com Nietzsche quando ele afirma que qualquer forma de nacionalismo é algo totalmente deplorável, assaz impertinente, principalmente nos dias de hoje. Com toda máquina hegeliana que derrubou os pilares platônicos da sociedade ocidental greco-romana cuja metafísica sempre se fez presente na busca de tornar o real em algo inteligível sobre o devir e a própria presença divina, incontestável nas remotas eras da humanidade, o nacionalismo se tornou algo meramente fútil e quanto mais exarcebado for, mais complexo será o processo de emancipação do homem em relação ao Estado.
Ademais, pelo entendimento niilista de mundo, o nacionalismo deve ser doravante banido de vez da sociedade. Ora, não vivemos mais na Atenas de glórias e louros infidáveis por tamanha astúcia de suas estratégias e pelo olhar atento e complexo do ser em geral! Até porque, o ser é complexo cuja palavra constitui o nada na medida que, para pensar no ser, há de ser preciso pensar no ser em si, pois senão, o “ser” não terá significado.
Todavia, pelo pensamento hegeliano, o nacionalismo é assaz pertinente, tangendo ao pensamento maquiavélico que se confirma naquela mal-fadada afirmativa de que “os fins justificam os meios”, tão mal-interpretada, ó fariseus hipócritas! Sofistas maculados!
(…)

Ok. Falei nada com nada. Mas é porque eu queria falar de uma pessoa que não esqueço, daí tentei ver se a filosofia me fazia exorcizar tal fantasma. Até que por um tempinho deu, viu.