O nacionalismo e suas implicações

Pois concordo com Nietzsche quando ele afirma que qualquer forma de nacionalismo é algo totalmente deplorável, assaz impertinente, principalmente nos dias de hoje. Com toda máquina hegeliana que derrubou os pilares platônicos da sociedade ocidental greco-romana cuja metafísica sempre se fez presente na busca de tornar o real em algo inteligível sobre o devir e a própria presença divina, incontestável nas remotas eras da humanidade, o nacionalismo se tornou algo meramente fútil e quanto mais exarcebado for, mais complexo será o processo de emancipação do homem em relação ao Estado.
Ademais, pelo entendimento niilista de mundo, o nacionalismo deve ser doravante banido de vez da sociedade. Ora, não vivemos mais na Atenas de glórias e louros infidáveis por tamanha astúcia de suas estratégias e pelo olhar atento e complexo do ser em geral! Até porque, o ser é complexo cuja palavra constitui o nada na medida que, para pensar no ser, há de ser preciso pensar no ser em si, pois senão, o “ser” não terá significado.
Todavia, pelo pensamento hegeliano, o nacionalismo é assaz pertinente, tangendo ao pensamento maquiavélico que se confirma naquela mal-fadada afirmativa de que “os fins justificam os meios”, tão mal-interpretada, ó fariseus hipócritas! Sofistas maculados!
(…)

Ok. Falei nada com nada. Mas é porque eu queria falar de uma pessoa que não esqueço, daí tentei ver se a filosofia me fazia exorcizar tal fantasma. Até que por um tempinho deu, viu.

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