Voltando à sorte e ao azar

Então. Cortei o cabelo. Num é que o mano acertou a mão? Gostei!

Quanto à mulher da minha vida… então.

ACHEI!!!!

Sim, encontrei com a Scarlett, fomos ao cinema, tomamos açaí e agora estou mudando pra Los Angeles pra morar com ela.

Beijosmeliga.

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Sorte e azar

Sabe aqueles filmes do tipo comédia-romântica bem água com açúcar? Sempre rola do carinha ou da mocinha ter um puta azar num dia, nada dá certo e tal, mas quando tudo podia ficar pior, ele(a) conhece o amor de sua vida.

Pois é. Hoje foi um dia (ok ok, ainda estou no meio da tarde, mas tende a continuar assim) que, apesar de não estar repleto de azar, teve um grandão. Mas antes de falar qual foi, tenho que explicar algumas coisinhas.

Tipo que eu tenho 2 possibilidades pra voltar da faculdade:

1) ônibus que vai “direto” pra casa. Bota aspas nesse direto. Ele para tipo a 5 quarteirões daqui de casa. Moleza. Mas, no meio desse caminho, 2 morros (e morro em BH é MORRO mesmo… tanto no sentido geográfico, quanto no sentido do verbo morrer… de cansaço ou preguiça) e uma favela. Misture tudo isso com sol quente na cabeça, um all star apertado e a fome.

2) ônibus que vai pro colégio. Aí você vira e pergunta: quê diabos você vai fazer no colégio? É perto da sua casa, ao menos?
Resposta: Não, não é perto de casa. Mas o que rola é que meu irmão ainda tá no colégio e minha mãe busca ele de carro. Mó folga. Daí que eu aproveito que ele sai 11:30h e aí dá preu pegar o busão quando saio da faculdade (11h, no máááááximoooo) e dá pra chegar lá e pá. A única coisa que tenho que fazer é dar uma ligada pra minha mãe avisando que eu vou voltar com ela.

Pois é. Tenho que ligar.

Aconteceu o seguinte. Saí e fui pro ponto esperar o ônibus, como todo santo dia. Calor dos infernos e pá. Passaram TODOS ônibus possíveis e impossíveis, mas os 2 que eu poderia pegar, nada. Quando foi 11:20, passa o que vai pro colégio. Fui nele mesmo. Entrei e liguei pra minha mãe pra avisar a ela que ia e tal, pra que ela me esperasse e pá. Mas, como era comigo, deveria acontecer alguma coisa, né. O celular tava sem sinal.

O que fazer??? Já tava dentro do ônibus, praticamente no colégio já e eram 11:40h… e nada de sinal!!!!!!!!! Desci e adivinhe.

Minha mãe já havia ido embora.

E não, não tem ônibus que vai pra minha casa (nem que fique a 5 quarteirões daqui) por lá. Tive que ir até a Savassi (um bairro que é quase o segundo centro de BH, pra quem não conhece). E detalhe que dá uns 20 minutos a pé lá do meu colégio. Debaixo de um sol filho-sem-mãe, all star apertado e camisa escura.

Ao chegar no último quarteirão, o anterior ao ponto, e com dois calos no calcanhar, um no dedinho do pé e um princípio de ensolação, eu só pensei: “só falta perder o ônibus”. E a desgraça passou na minha frente, não parou no ponto e foi embora.

Sentado no banco do ponto eu só esperava que acontecesse aquelas cenas de filmes de comédia-romântica. Eu todo fodido lá e aí apareceria uma Scarlett Johansson da vida e me chamaria pra ir ao cinema, tomaríamos açaí e seríamos felizes para sempre e pá. Acontece que nem quando tenho azar, tenho sorte. Só tenho mais azar. Sentou uma gorda nojenta ao meu lado, um pirralhinho de 10 anos e uma velhinha que cismou que eu era um tal de Daniel. Nada de Scarlett.

Mas, o dia não acabou, né. Mas eu não sou idiota e não vou acreditar que vou ter sorte. Vou cortar meu cabelo. Quer apostar quanto que o nego vai errar a mão?

Estrela

Ele tinha uma estrela. Sim, senhor. Uma estrela muito bonita. Dizia que ela brilharia eternamente e solitariamente todo aquele céu negro.
E brilhou.
Hoje brilha?
Brilha. Mas não no mesmo lugar, porém, ainda há de se ver aquela luzinha fraca, cansada, diminuta.
E ele não gosta.
Procurou novas estrelas para manter seu céu iluminado.
Achou?
Achou. Mas, quando não passavam de estrelas cadentes, eram todas estrelas fulgazes. De brilho inconstante. Esforçavam para iluminar, mas não eram o bastante.
O céu é bem grande.
A luzinha opaca é a única coisa que ilumina o céu. Mas ele sabe que não pode ser assim. Que tem que continuar procurando outras.
Ah! Como seria bom saber viver no escuro!
Ter sua luz própria. Não depender de nada.
Como seria chato também.
O que é pior? O tédio ou a infelicidade?
Não há resposta.
Um leva ao outro. Um é o caminho mais curto para o outro.
Não há pior.
Pior é não ver luz. Mesmo quando esta está do outro lado.
Mas não pode brilhar.

Poligotesia

Did you see?
Look what he’s talking about
And I’m here…
Pretending that it’s not my foult

Elle toujours être dans mon coeur
Mais quelqu’un d’autre est là
Je ne sais pas quoi faire
Je regarde autour de moi

Usted habla y me divierte

¿Cómo me cabe duda de que usted?

No sé si también se sienten
Pero la certeza no es tan fácil de ver

Se ela não me vive mais
Apenas uma coisa me resta fazer
Atravessar a rua, correr atrás
Daquela que me faça viver

Pedro e a prova

Bom. Eu decidi que nessa nova fase do blog, eu não deixaria de postar um dia sequer! E cá estou eu, cumprindo minha tarefa.
Mas não pensem que estou aqui na base do sacrifício não. Tem historinha hoje, sim senhor!
O Pedro hoje foi tentar seu primeiro estágio. Na tv da faculdade. Aí rolou uma provinha básica de seleção.
Tipo que geral baixou pra fazer a prova. Meu número na chamada era 98º!!!!!!! E o pior, eram apenas 2 vagas.
Na boa… 2 vagas! 2 fuckin’ vagas! Pra mais de 100 nego. Tá pior que vestibular pra medicina na UFMG… But, that’s ok! Fui lá e tentei minha sorte (a inscrição pra prova foi de graça mesmo).
Primeira parte, português. De boa total. Nem tem o que comentar, tenho certeza que fechei!
Segunda parte, conhecimentos gerais. Putz… essa pegou! Cite 3 ações realizadas por D. João VI na sua chegada ao Brasil em 1808! Teeeeeeeeeeeeeeempooooooooooooooooooooooo!!!!!

PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMM!!!! TEMPO ESGOTADO!

Me fala agora ae… 3 candidatos para prefeitura de BH e seus partidos! Teeeeeeeeeeeeeeeeempoooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!

PEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMM!!!! TEMPO ESGOTADO! (yeah! ctrl c + ctrl v rocks!)

Foi tipo isso a segunda parte. (Tá, eu esqueci o resto)

Terceira parte, redação. Essa fodeu. O tema era tipo, os assuntos políticos que “cercaram” as Olimpíadas. Falei da parada da Geórgia X Rússia, ditadura chinesa e pá… saindo todo contente da sala, eu lembro que esqueci (sim, ficou estranho, mas é assim mesmo… lembrei que esqueci!) da situação do Tibet. A FUCKIN’ situação do FUCKIN’ Tibet! No comments more…

Conclusão: passei ou não? 2 vagas, no mínimo, 120 pessoas fazendo a prova, eu – aluno de 2º período – passei? Sinceramente? Se bobear… passei, hein! Até porque, quem se importa com o FUCKIN’ Tibet??!!!!

Plano de vida

No alto dos meus 19 anos de idade, 1 período e 3 semanas de faculdade nas costas, percebo que já está na hora de eu pensar em me tornar um homem na vida. Assim como o Chini e o Ronald traçaram uma meta para essa transição, creio que chegou minha vez.
O meu primeiro passo será aprender em 10 idiomas a seguinte frase: “me dê uma cerveja”. Eu sei, eu sei. Você está pensando, “mais um bêbado metido a engraçadinho”. Nem é. Para explicar isso, devo apresentar-lhes meu segundo passo: conhecer o maior número de países possíveis. E qual a melhor forma de interagir com os nativos? BORA PRO BOTECO, CAMBADA! QUE HOJE A PRIMEIRA RODADA É POR MINHA CONTA! PSSSIUUUU!!! COMPANHEIRO! ME DÁ UMA CERVEJA! O complemento “bem gelada” dependerá de qual nação eu estiver. É meio redundante falar cerveja gelada em muitos países. Mas sei lá, né… vai que na China, Japão os japas curtem uma cerva quente? Lá tudo é estranho mesmo.
O meu terceiro passo é me firmar na carreira jornalística. De preferência na área esportiva. E com mais preferência ainda, na BBC de Londres. Nem que seja para servir o cafezinho na redação.
Aliás, essa história de cafezinho na redação, me lembrou o que uma pessoa costumava sempre me falar. Que a minha evolução profissional na área jornalística, iria começar como auxiliar de “servidor” de cafezinho em redação, depois como “servidor-master” de cafezinho em redação, até poder chegar, quiçá, a operador de cafeteira italiana. E o jornalismo? Pois é… estarei tão craque na arte do processamento do café, que irei abrir uma cafeteria na Savassi onde os jornalistas irão se encontrar para tratar das pautas de dia e onde os emos irão chorar a noite. Foda.
O quarto passo é… bom… não há quarto passo. Talvez seja ganhar 1 milhão de libras, comprar o América e formar um super time. Mas sei lá. Deixa eu pensar nisso quando tiver 25 anos de carreira na BBC ou então, minha cafeteria.

Ensaio sobre os povos orientais

Após horas de discussões antropológicas altamente profundas e filosóficas com meu irmão de 9 anos de idade, chegamos a uma conclusãos intrigante:

Não existe japa loiro de olho azul. Simplesmente não existem indivíduos japas, cujas raízes genealógicas sejam 100% japa, originalmente loiros e de olhos azuis. Tentemos entender o porquê. Inicialmente, é necessário tomarmos o conhecimento do que é, antropologicamente falando, ser japa. Japa é todo aquele indivíduo oriental. Oriundos, provavelmente, da migração de habitantes das Polinésias há, aproximadamente, 12514 anos, que, se perderam do resto do grupo enquanto atravessavam o estreito de Behring durante a glaciação ao atravessarem um bambuzal. Possuem enorme facilidade para lutas marciais; habilidade no desenvolvimento de dialetos com 97.14% das palavras serem monossílabas e todas possuem 5 pronúncias diferentes que diferenciam, por completo, seus sentidos; e são extremamente criativos: desde a construção de robôs que sabem dobrar a roupa até vender espetinhos de cavalo-marinho nas feiras populares. Têm um fenótipo assaz peculiar: olhos puxados em sentido oblíquo, cabelos lisos de tom preto para castanho-amêndoa-escura, face achatada (devida a essa característica, muitos cientistas crêem que o parente mais próximo dos japas do lado esquerdo de Greenwich sejam os cearenses), pele de cor amarelada, e, o mais importante – e intrigante -, são padronizados. São todos iguais. Podemos provar isso devido ao fato de todos japas chamarem Kim. Os sobrenomes, na verdade, indicam apenas uma característica peculiar do indivíduo em relação aos outros japas. Por exemplo, Kim Din é, na verdade, “o Kim mais doce” (dizem algumas cientistas que pode ser “o mais gostoso” também, mas há controvérsias). Já o Kim Gkong significa, “o Kim menos civilizado, o bárbaro”. É importante salientar que alguns japas, por mais padronizados que sejam, fogem às regras. Nomes como Fugiro Nakombi, Tanakara Kidoeu, Jaspion e Godzila, não seguem o padrão Kim. Não há uma explicação que seja totalmente capaz de justificar o motivo desta fuga ao padrão. A mais consensual entre os antropólogos é que tais nomes sejam apenas vocábulos dos dialetos japas sem transliterações para os idiomas ocidentais. Podem ser demonstrações de afeto (apelidos carinhosos, chamegos) ou expressões idiomáticas chulas (palavrão).
É devida a essa padronização da cultura japa, que podemos entender o sentido de não haver japas loiros de olhos azuis. Se uma criança japa nascer loira do olho azul, acontece um ritual milenar, que consiste em arrancar os pêlos do corpo da criança e instalar softwares capazes de tingir os pêlos e as pupilas do indivíduo. Caso o sistema operacional não seja compatível, a criança é mandada pra Alemanha pra morar com o pai alemão.