Ensaio sobre os povos orientais

Após horas de discussões antropológicas altamente profundas e filosóficas com meu irmão de 9 anos de idade, chegamos a uma conclusãos intrigante:

Não existe japa loiro de olho azul. Simplesmente não existem indivíduos japas, cujas raízes genealógicas sejam 100% japa, originalmente loiros e de olhos azuis. Tentemos entender o porquê. Inicialmente, é necessário tomarmos o conhecimento do que é, antropologicamente falando, ser japa. Japa é todo aquele indivíduo oriental. Oriundos, provavelmente, da migração de habitantes das Polinésias há, aproximadamente, 12514 anos, que, se perderam do resto do grupo enquanto atravessavam o estreito de Behring durante a glaciação ao atravessarem um bambuzal. Possuem enorme facilidade para lutas marciais; habilidade no desenvolvimento de dialetos com 97.14% das palavras serem monossílabas e todas possuem 5 pronúncias diferentes que diferenciam, por completo, seus sentidos; e são extremamente criativos: desde a construção de robôs que sabem dobrar a roupa até vender espetinhos de cavalo-marinho nas feiras populares. Têm um fenótipo assaz peculiar: olhos puxados em sentido oblíquo, cabelos lisos de tom preto para castanho-amêndoa-escura, face achatada (devida a essa característica, muitos cientistas crêem que o parente mais próximo dos japas do lado esquerdo de Greenwich sejam os cearenses), pele de cor amarelada, e, o mais importante – e intrigante -, são padronizados. São todos iguais. Podemos provar isso devido ao fato de todos japas chamarem Kim. Os sobrenomes, na verdade, indicam apenas uma característica peculiar do indivíduo em relação aos outros japas. Por exemplo, Kim Din é, na verdade, “o Kim mais doce” (dizem algumas cientistas que pode ser “o mais gostoso” também, mas há controvérsias). Já o Kim Gkong significa, “o Kim menos civilizado, o bárbaro”. É importante salientar que alguns japas, por mais padronizados que sejam, fogem às regras. Nomes como Fugiro Nakombi, Tanakara Kidoeu, Jaspion e Godzila, não seguem o padrão Kim. Não há uma explicação que seja totalmente capaz de justificar o motivo desta fuga ao padrão. A mais consensual entre os antropólogos é que tais nomes sejam apenas vocábulos dos dialetos japas sem transliterações para os idiomas ocidentais. Podem ser demonstrações de afeto (apelidos carinhosos, chamegos) ou expressões idiomáticas chulas (palavrão).
É devida a essa padronização da cultura japa, que podemos entender o sentido de não haver japas loiros de olhos azuis. Se uma criança japa nascer loira do olho azul, acontece um ritual milenar, que consiste em arrancar os pêlos do corpo da criança e instalar softwares capazes de tingir os pêlos e as pupilas do indivíduo. Caso o sistema operacional não seja compatível, a criança é mandada pra Alemanha pra morar com o pai alemão.

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