Estrela

Ele tinha uma estrela. Sim, senhor. Uma estrela muito bonita. Dizia que ela brilharia eternamente e solitariamente todo aquele céu negro.
E brilhou.
Hoje brilha?
Brilha. Mas não no mesmo lugar, porém, ainda há de se ver aquela luzinha fraca, cansada, diminuta.
E ele não gosta.
Procurou novas estrelas para manter seu céu iluminado.
Achou?
Achou. Mas, quando não passavam de estrelas cadentes, eram todas estrelas fulgazes. De brilho inconstante. Esforçavam para iluminar, mas não eram o bastante.
O céu é bem grande.
A luzinha opaca é a única coisa que ilumina o céu. Mas ele sabe que não pode ser assim. Que tem que continuar procurando outras.
Ah! Como seria bom saber viver no escuro!
Ter sua luz própria. Não depender de nada.
Como seria chato também.
O que é pior? O tédio ou a infelicidade?
Não há resposta.
Um leva ao outro. Um é o caminho mais curto para o outro.
Não há pior.
Pior é não ver luz. Mesmo quando esta está do outro lado.
Mas não pode brilhar.

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