Carteira de identidade

Eu sei. To ligado que faz tempão que nem posto aqui. Mas lembrem-se, eu estava em LA. Pois é… voltei… deu muito certo não… muito ciumenta ela.

Mas enfim, não foi pra falar dela que vim postar aqui. Foi pra contar os acontecidos de ontem.

Bom, to fazendo auto escola e pá. E tem que fazer aquelas bagaça do tipo psicotécnico, exame médico e afins. Até aí tudo bem. O problema é que já estou com 29 aulas (são 30 na legislação) e não fiz exame nenhum! Tudo por culpa da minha identidade “infantil”. E a galera do Detran não aceita carteiras mirins.

Infantil? Ok… eu tinha uns 12, 13 anos na foto. Mas tirando a barba, eu to com a mesma cara, poxa! Mas nããããooooo… o Pedro tinha que pagar NOVE REAIS E SEIS CENTAVOS para arrumar uma carteira nova.

Fui, né. Aí minha mãe levou meu irmão junto pra tirar a dele também.

Estacionamos o carro bem longe do lugar pra tirar a carteira. Detalhe: o tal lugar era uma delegacia da polícia civil. Beleeeezaaa. Passando por uma lanchonete, uma rapariga muito bem apessoada por sinal me acompanha com os olhos. Pronto. Foi o suficiente pra minha mãe ficar me enchendo o saco pela semana inteira. “Ahhhh meu filhinho arrasando corações”. Ninguém merece.

Achando que já não tinha como piorar, na hora de tirar minhas digitais, TRÊS mulheres (todas no máximo com 23 anos) vieram ávidas na minha direção para tirarem minhas digitais. Olhei pra minha mãe. Ela me lançou o olhar “De novo, meu galãzinho?”. Putz… por que ela tinha que ter ido comigo, hein????!!!!

Novamente, achando que já não tinha como piorar, deu zezé nas digitais. Tive que voltar lá. Uma ruivinha muito simpática, logo que me avistou adentrando a porta novamente, prontamentte abriu um largo sorriso, aproximou-se de mim, desabotoando a camisa e em tom malicioso indagou:

– Quer fazer um sexo salvagem comigo?

Tá. Não bem assim. Quando ela me viu adentrando a porta novamente, prontamente abriu um largo sorriso, aproximou-se de mim e indagou:

– Novas digitais?

– Claro! To querendo ter créditos aqui – respondi em tom jocoso.

Ela riu e foi para o canto. Percebi que tinha tipo uma mini-platéia cochichando e olhando “diretamente” de rabo-de-olho pra mim. Risadinhas e tal. E a tal ruivinha, meio sem jeito, mas, de certa forma, feliz e contente.

Enquanto esperava meu irmão ser chamado pra voltar a tirar as digitais, uma espécie de chefe das “tiradoras de digitais” olhou pra mim com espanto e perguntou que diabos eu fazia ali. Eu já achando que ela ia me xingar e tal, antes de eu esboçar qualquer tipo de resposta, ela emendou:

– Tá aqui pra paquerar as meninas, né!

Sem minha mãe por perto, prontamente respondi, rindo:

– Uai! Como você adivinhou meu pensamento?

Aí a tia aponta pra ruivinha e com um piscar de olhos, ela fala:

-Aí, viu?

A ruivinha perdeu a cor do cabelo. Toda tinta (é… ela não é ruiva de verdade ¬¬’) do cabelo desceu pro seu corpo e ela ficou olhando pra baixo rindo. A mini-platéia também foi contagiada pelo vazamento de tinta. Comigo não foi diferente. Só que eu fiquei meio… ROXO!

Ahhh mas não há problema! Quinta eu vou pegar a carteira! Pena. Espero que eu tenha que tirar uma 3ª via. =D

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