Chocolate branco

Nossa. Tempão que não postava aqui. Mas já viu, né? Vida de universitário… quando não tá fazendo trabalho, tá bebendo se tiver grana. E se não tiver, tudo bem… bebe por conta da “galerinha da facul” e tá tudo resolvido. Ou seja, tava sem tempo de postar aqui. Seja por trabalho de metodologia ou por beber Antárctica porque a Brahma já tá muito cara e a gente quer quantidade e não qualidade (no merchandising, but I’m accepting payments).

Enfim. Foi numa tarde chuvosa de sexta-feira, estava eu calmamente subindo no ônibus, acabara de sair do boteco pós-aula e estava indo pra casa, quando tudo começou.

O ônibus estava relativamente vazio. Apesar de “relativamente vazio” para espaços físicos públicos do Brasil ser entendido como o último grau antes de definir “lotado”, neste caso, trabalhamos com seu conceito denotativo literal. Se tinha meia dúzia de gatos pingados era muito (até porque, não são permitidos animais em veículos de transporte público).

Passei da roleta e fui procurando um banco vazio pra eu sentar. Aliás, procurar é uma palavra exagerada neste caso. Escolher. Escolhi um banco vazio. Como gosto de sentar no fundo [DO ÔNIBUS] fui pra lá. Lá sentei, tirei o celular pra avisar aqui em casa que já estava a caminho (é, eu não estava bêbado).

Mais ou menos a 2 bancos na frente, havia 2 moças, bonitas por sinal, que eram negras. Na hora que eu passava pelo corredor, senti que uma me acompanhou atentamente com os olhos, mas ignorei (podendo eu? imagiiiiiiiiinaaaa…)*.

*Só um adendo aqui. Tipo, não é que estou podendo, mas é que por experiências passadas – e frustradas -, eu nunca confiei nessa minha percepção. Sempre que acho que alguém tá me paquerando significa, na verdae, que não necessariamente. E quando acho que não tá quer dizer o contrário. O foda é que eu nunca acho que não tá. ¬¬’

Voltando ao ônibus. Bom, como disse, ignorei, sentei, mexi no celular (não necessariamente nessa ordem). Quando terminei de ligar pra casa, decidi apagar algumas mensagens do celular (eu sempre esqueço… não que eu receba muitas, mas vou deixando acumular, sei lá por quê) quando eu escuto uma das moças da frente virar pra outra e dizer:

– Fulana (não lembro os nomes), você viu aquele GA-TI-NHO que acabou de passar aqui?

*Pedro se pergunta se é ele consigo mesmo*

– Não! Cadê?

– Ali ó! No fundo… mexendo no celular.

*Pedro tem a resposta de sua pergunta e esboça um sorriso envaidecido*

– Hummm…

– Celular bacana… tem cara de ser rico. Gato e rico. É disso que eu preciso!

*Pedro fala consigo: “mulher só pensa nisso mesmo!”. Mas continua com a auto-estima lá em cima*

– É… tem razão! Deve tá pegando busão porque o carro deve de estar na oficina…

*Pedro repete sua ação acima, com um pouco mais de ênfase na primeira parte.*

– Ai ai… fala se você num queria um desses pra você também?

*Pedro começa a se achar O galã. Tenta bolar algo na sua cabeça pra agradar suas fãs: um retrato autografado? Um jantar a luz de velas com uma ganhadora do concurso “Quero uma chance com Pedro Costa”? Aiii! Tantas idéias! Tantas, tantas, tantas!*

– Olha… até que eu queria… mas há um pequeno problema…

– Qual?

*Pedro: Qual????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!*

– Não curto chocolate branco!

*Pedro de chocolate branco passa a ficar roxo. De raiva e vergonha! Hmmm.. mas será que ela curte bombom de uva?*

Anúncios

TrackBack Identifier URI