O que falar para os netos?

Uma coisa que me aflige bastante é chegar aos meus 89 anos. Não, não é o medo da velhice, nem dos peitos caídos da minha esposa. Quer dizer, agora que pensei nisso… mas isso deixa pra outra hora!

O que me aflige é a seguinte cena:

Eu descansando na minha cadeira de balanço, tranqüilo, na minha casinha de campo nos alpes suíços, vendo meus netinhos brincarem no xbox5748 ou mexendo em seus mp74’s angelicalmente. Daí acaba a energia e, estranhamente, todas as baterias também descarregam (falta de tecnologia dá nisso!). Meus netinhos tornam suas atenções aos meus velhos olhos calmos, dignos de um mestre Kami de artes marciais, enrugados como os peitos caídos da minha velha. Seus olhinhos em um primeiro instante, estão apavorados. Mas o meu olhar descansado e sábio, acalma-os logo em seguida. E logo sacam que foi só mais uma nave alienígena com uma porra de um campo eletromagnéticoaocaralho que tava fazendo entregas de água mineral na área e fudeu com os esquemas das baterias e outras fontes de energia. Inclusive a solar.  Como a vizinhança era grande e era fim do mês, a porra da nave iria demorar um bom tempo na região, então, Pedro Neto puxa minha camisa floral que eu comprei nas minhas férias no Havaí antes do tsunami de 2046 (ahhh bons tempos!) e me pede pra contar uma história.

Pá!

Visualizaram a cena?

Sacaram o drama?

Errr… você vai ser abduzido pelos aliens da COPASA suíça?

Não! O que me aflige é não ter histórias para contar! Tá, eu fui no Havaí, comprei uma blusa floral, tomei alguns mojitos a mais, dancei hula-hula com golfinhos e acabei pegando uma maori que, no dia seguinte, me mostra ser um maori. Mas foi antes do tsunami! Seria mais divertido pra contar pros netos! Que o avô deles, bravamente, surfou no tsunami e abalou geral! IIIIIIIISSAAAAAAAAAA!!! Mas não. Vou ter que me contentar em falar da parte dos golfinhos. Paia.

Queria ter umas histórias do tipo: fui ator pornô e contracenei com a Maísa em 2033 dentro de uma piscina de bolinhas, ou então, quando fui à Escócia em 2039 e achei um ovo do Monstro do Lago Ness, ou até mesmo, quando fui ao Japão ver meu América ser campeão mundial vencendo o Real Madri por 5×0 em 2009.

Mas nem tenho essas histórias. Tomara que esse blog exista até lá e aí eu possa mostrar pra eles. Isso se eles não reclamarem da poeira que vai estar encrostada do meu pentium 7 que só funciona internet 3.0 (falta de tecnologia dá nisso!).

Tá lá no blogspot também, viado.

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Cara nova, nova casa

Mudei de blog. O do blogger não tava rolando, muito chatinho. E no wordpress rola de criar facinho seu layout! Uhuuul! Então, agora é aqui e também. É, acho que não faz mal ter nos dois.

Ahhh sim… todo, eu disse, TO-DO, conteúdo do blogger tá aqui. É isso aí, pessoal!

Pedro Recomenda (parte 3)

É… definitivamente hoje é o dia do “Pedro Recomenda”¹. E não adianta procurar “Pedro Recomenda (parte 1)” e “Pedro Recomenda (parte 2)”. O título só me veio a cabeça neste post, logo, considere os 2 posts anteriores a este como os “parte 1” e “parte 2”.

Não, não vou mudar.

Esse post do Fanfarronices é muito legal (pra quem gosta de futebol e música), apesar de não ter sido ele quem escreveu e eu não fazer idéia de quem é o autor.

¹ Disfarço flood com “Pedro Recomenda”.

Placas

(Clique na imagem pra visualizar melhor E maior)

Achei essa no Quatro Minutinhos, o mais novo blog da minha listinha de “Recomendo!”.

E sim, hoje tirei o dia pra promover blogs alheios.

Fikdik

Nem tenho o que falar. Quer dizer, tenho… mas to com preguiça.

Mas tava fuçando o Teletube e caí da cadeira com esse post.

E se não tiverem nada³³³³³ pra fazer, leiam o Filho de Vó também. Os textos são grandes, muito elaborados que chegam a ser até um pouco presunçosos, mas são bacanas. Dá pra perder o tempo. Mas isso quando você terminou de interagir com o seu BuddyPoke! e de fuçar profiles alheios.

Fikdik!

Não, nem fui pago pra fazer essas propagandas. Só to bonzinho porque passei no psicotécnico!

Medidores de caráter – CORREÇÃO

Lu diz:
tipo, cool em ingles
Lu diz:
quer dizer frio
Lu diz:
mas nao mto frio, que seria cold
Lu diz:
dai o gelo

Entenderam crianças?

Medidores de caráter

Na boa. Um dos grandes mistérios pra mim é essa parada do Orkut de quantificar seu caráter (vamos colocar “sexy” como elemento constitucional do caráter) e seus respectivos símbolos.
Eu sei, que isso é um tipo de estatística tosca que funciona de acordo com o que seus amigos marcam sobre você. Mas, mesmo assim… continua sendo estranho.

Por exemplo: confiável. Como assim 90% confiável? Com certeza alguém não me deu total neste quesito, mas não quer dizer que eu tenha levado um zero. Ou você É (entenda esse “é” como 100%) ou NÃO É (entenda como 0%), oras! Não tem como ser 90%, 70%, 44,67% confiável.

-Ah sabe que que é? Fiz uma estimativa com base nos nossos últimos diálogos e constatei que você mentiu 3 vezes num total de 30 afirmativas. Como as 27 restantes eram verdadeiras, você é 90% confiável.

E o símbolo do confiável então? Um smile feliz! Nada contra, mas, suponhamos que eu tivesse 0% de confiabilidade. Ele continuaria ali, sorrindo! Ele sorri tanto pro seu reconhecimento pleno e inquestionável, quanto pra sua miséria e desgraça. Mas ele nunca muda aquele sorriso dúbio. Ele não é confiável! Como saber se ele está sorrindo graças a sua notável capacidade de ser confiável perante seus amigos ou se ele está sendo irônico? Super falso! Como um serzinho hipócrita como esse pode ser símbolo de confiabilidade? Ora, faça-me o favor!

Agora o legal. O legal é sem graça. Tipo, eu acho que uma pessoa ser legal é “quantificável” (se não existir essa palavra, lembre-se sempre da liberdade poética e dos neologismos)¹, então é sem graça porque nem dá pra criticar muito.

-Ahhh Fulano(a) é meio legal.

Não, não é força de expressão. Tal Fulano(a) é REALMENTE 50% legal. As pessoas têm lampejos de legalidade. (Legalidade, s.f. Caráter do que é legal. De acordo com a liberdade poética conferida ao autor que aqui vos escreve, pode-se considerar tal palavra como inerente a todos os sentidos de “Legal”.) Uma pessoa não constrói o seu ser legal. É uma coisa de momento. Hoje você é a pessoa mais legal do mundo, amanhã a menos. E cuidado: ser legal em excesso pode te transformar em um chato de carteirinha! Vide o carinha das Casas Bahia. Ah! No início eu achava ele legal!

Mas o que me incomoda mesmo é o símbolo do legal. Quadradinhos azuis. Muita gente fala que é “gelinho”. Aí me pergunto: O QUE TEM A VER GELO E LEGAL?????!!!!!!!!! Ok, eu curto neve (mesmo nunca tendo pegado ou visto de perto), frio e essas coisas em geral, portanto, pra mim, tudo isso é “legal”. Mas mesmo assim. Não faz sentido. A única explicação mais lógica que achei é que em inglês, legal é “cool” e frio (que é representado pelo gelo) é “cold”. Cool, cold… Ok, forcei a barra. Mas não me surpreenderia se fosse por isso!

O sexy agora. Esse é, sem dúvidas, o mais intrigante. De acordo com meu Orkut, sou 80% sexy. Pô! Por que então nunca recebi um convite dessas pessoas que me acham sexy? Convite que eu falo é um scrap do tipo “olá! to sozinha hj aki em ksa! q tal dar uma passadinha lah? bjos gatinho!” Não me venha com essa de ficar sem jeito não! Você marcou lá que eu sou sexy não foi a toa! Não paguei pra fazer isso, você foi lá por livre e espontânea vontade. Com segundas intenções, pressuponho. Aliás, primeiras mesmo, porque qual seria a intenção de uma pessoa que classifica sexy a outra? O único problema é se eu não te achar sexy também. Se você for homem, desista, pode tirar seu cavalinho da chuva… Agora, se for mulher, baranga, em especial, a gente pode sentar e conversar. Dependendo, a minha amiga Vodka pode te ajudar, se não… complica. Poderia ter um “barangômetro” no orkut pra facilitar esse processo de seleção, né?

¹ Disfarço falta de vocabulário com neologismos e liberdade poética