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Ser americano

Muitas pessoas me perguntam por qual razão eu decidi torcer pelo América. Todos esperam uma história mirabolante, talvez até cômica, do dia em que me tornei americano. Mas, infelizmente, o fator que determinou minha escolha foi, como em 99% dos casos, o fato de meu pai ser americano. Mais clichê do que isso, só quando me perguntam se eu torço pelo Atlético ou pelo Cruzeiro.
Agora me pergunte: por que você continua torcendo pelo América?
Aí sim, há peculiaridades que rendem uma boa história. Vou começar por motivos menores como o fato do Independência (estádio do América) ser mais perto e tranqüilo do que o Mineirão, não há confusão nos jogos (jamais peguei ingresso na mão de cambista para jogo do América) e, sem dúvidas, todos palavrões que eu conheço foram aprendidos na grande escola da massa alvi-verde.
Entretanto, o que mais me agrada em ser torcedor do América, é pelo simples fato de que, não há como ser surpreendido pelo time. Espero sempre uma derrota, portanto, quando perde, tudo bem. Já era esperado. Quando empata, jogando mal, saúdo a defesa; jogando bem, reforço que até o Real Madrid pode ter um dia de azar. Mas, quando ganha… Aí não tem jeito. Comemoro como se fosse Copa do Mundo. Ou seja, nem preciso esquentar minha cabeça com o time.
Quero deixar bem claro: eu torço sim. Fico mal quando o time perde, xingo, vaio, aplaudo, cobro, mas jamais perco a paciência.
E assim que é ser americano: um sujeito que torce e sofre, mas, mais do que tudo isso, se diverte.